domingo, 22 de março de 2009
Resumo Cap 1 de Marcuschi.
A partir dos anos 80, após trinta anos de estudos que examinavam a escrita como superior à oralidade, surge outra visão, com predomínio da idéia de interação e complementação. A escrita tornou-se primordial, símbolo de status e poder, apesar disso, o humano é essencialmente um ser que fala e isso faz com que estejam, então, em “pé de igualdade” as duas práticas, cada uma com seus alcances. Existem ainda confusões em relação a alguns conceitos aqui listados: alfabetização é o aprendizado mediante ensino e designa o domínio das habilidades de ler e escrever; letramento, por sua vez, é uma aprendizagem social e histórica da leitura e escrita para fins utilitários; e escolarização é a prática formal e institucional de ensino, apenas uma das atribuições da escola. Nesse contexto tem-se ainda oralidade e letramento como práticas sociais e fala e escrita como modalidades de uso da língua, nesse segundo ponto, há uma distinção, permeada por diferentes perspectivas. Da dicotomia: a fala é o local da desordem gramatical e a escrita o lugar do bom uso da língua. Do caráter cultural: há a supervalorização da escrita e atribuição do desenvolvimento à sua prática. Da variação: fala e escrita são modalidades lingüísticas. E da sociointeração: a língua é percebida como fenômeno interativo e dinâmico em suas práticas, fala e escrita.
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