quarta-feira, 27 de maio de 2009
Resumo Semanal de Aprendizagem dia 26/05
Reforma ortográfica, seu contexto histórico, seu proposito, sua utilidade e suas mudanças. Abolição do trema, algumas alterações no uso de acentos, e a mais complicada mudança: o uso do hífen, com regras e excessões.
Nova Tipificação do discurso jornalístico sob o atual contexto político do Brasil
Diante de um contexto político onde as forças militares controlavam o país, os meios de comunicação também ficaram subordinados a essa dominação. Coerente com tal período, o autor Luiz Antônio Marcuschi, classifica os discursos no artigo “Verbos introdutores de opinião”, em dois tipos: de populares e do poder. O primeiro se refere a anônimos -como entrevistados em delegacias de polícia-. Já o segundo se subdivide em três classificações: oficial -referente ao governo-, para-oficial -referente a instituições ligadas ao governo- e oposição -referente àqueles desligados e contrários ao governo-.
Nessa classificação torna-se clara a influência política nos discursos jornalísticos e também a força que os verbos introdutores de opinião representaram nesse período e ainda representam. Nos dias atuais, entretanto, não há um vínculo explícito dos meios de comunicação com o governo, principalmente porque a censura explícita, tal qual no período de ditadura militar, foi extinta. Dessa maneira, os veículos de comunicação possuem liberdade para dizer e escrever sem passarem pelo crivo do governo.
Assim, contrariando a classificação de Marcuschi, diante de uma inversão política no cenário nacional, o que antes foi oposição, pode deixar de ser, é possível criar outra tipificação, sem, no entanto, reduzir a influência dos verbos introdutores nas transposições. Permanecem as divisões entre discursos do poder (políticos) e de populares (anônimos entrevistados em situações cotidianas, catastróficas ou de interesse comum), todavia, pode-se criar também uma terceira macroclassificação: discurso das celebridades. Visto que, na atualidade, cada vez mais a mídia transforma celebridades em notícias, e o interesse dos espectadores parece crescer.
Em relação ao discurso do poder, já não se faz visível uma discrepância entre governo e oposição, por isso, torna-se justa uma nova subdivisão: oficial, permanecendo para os do governo, quando parte dele por meio do voto popular; e de candidatura, para os opositores que criticam a situação e propõem melhorias para criar uma contraposição, buscando apenas votos. Entretanto, nos dois casos, oficial e de candidatura, os políticos não demonstram compromisso com o povo ao discursar. Mostrar aos cidadãos esse descaso, evidente até no falar dos políticos, parece ser, cada vez mais, uma preocupação dos meios de comunicação, comprovando um contexto político de aparente liberdade, no qual os veículos só se submetem se assim desejarem e se suas ideologias exigirem.
Nessa classificação torna-se clara a influência política nos discursos jornalísticos e também a força que os verbos introdutores de opinião representaram nesse período e ainda representam. Nos dias atuais, entretanto, não há um vínculo explícito dos meios de comunicação com o governo, principalmente porque a censura explícita, tal qual no período de ditadura militar, foi extinta. Dessa maneira, os veículos de comunicação possuem liberdade para dizer e escrever sem passarem pelo crivo do governo.
Assim, contrariando a classificação de Marcuschi, diante de uma inversão política no cenário nacional, o que antes foi oposição, pode deixar de ser, é possível criar outra tipificação, sem, no entanto, reduzir a influência dos verbos introdutores nas transposições. Permanecem as divisões entre discursos do poder (políticos) e de populares (anônimos entrevistados em situações cotidianas, catastróficas ou de interesse comum), todavia, pode-se criar também uma terceira macroclassificação: discurso das celebridades. Visto que, na atualidade, cada vez mais a mídia transforma celebridades em notícias, e o interesse dos espectadores parece crescer.
Em relação ao discurso do poder, já não se faz visível uma discrepância entre governo e oposição, por isso, torna-se justa uma nova subdivisão: oficial, permanecendo para os do governo, quando parte dele por meio do voto popular; e de candidatura, para os opositores que criticam a situação e propõem melhorias para criar uma contraposição, buscando apenas votos. Entretanto, nos dois casos, oficial e de candidatura, os políticos não demonstram compromisso com o povo ao discursar. Mostrar aos cidadãos esse descaso, evidente até no falar dos políticos, parece ser, cada vez mais, uma preocupação dos meios de comunicação, comprovando um contexto político de aparente liberdade, no qual os veículos só se submetem se assim desejarem e se suas ideologias exigirem.
sábado, 23 de maio de 2009
Resumo Semanal de Aprendizagem: 19/05 e 21/05
Foram trabalhados os verbos introdutores de opinião e sua importância para a compreensão da mídia como poder de informação, visto que, a partir destes verbos o texto jornalístico representa interpretações da realidade e há uma manipulação do que é reportado, evidente até mesmo pela escolha de alguns verbos em detrimento de outros.
Também foi vista a Teoria dos Atos de Fala, que considera o dizer como um fazer constiuído de partes que interagem no enunciado: o que se diz, corente gramatical e foneticamente, a força que o dito tem e o efeito que quer causar do interlocutor.
Também foi vista a Teoria dos Atos de Fala, que considera o dizer como um fazer constiuído de partes que interagem no enunciado: o que se diz, corente gramatical e foneticamente, a força que o dito tem e o efeito que quer causar do interlocutor.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Resumo de Aprendizagem dias 14/05 e 18/05
Implícitos linguísticos são informações veiculadas no enunciado, mas, que não estão literalmente claras, logo, o locutor não se compromete integralmente com sua verdade.
Podem aparecer como subentendido, onde se faz necessária uma busca de elementos além de literais, retóricos; como pressuposto, a partir de uma palavra, tem que ser literal; e como implicaturas conversacionais. As metáforas pressupões subentendidos, pois recorremos a campos extratextuais.
Podem aparecer como subentendido, onde se faz necessária uma busca de elementos além de literais, retóricos; como pressuposto, a partir de uma palavra, tem que ser literal; e como implicaturas conversacionais. As metáforas pressupões subentendidos, pois recorremos a campos extratextuais.
A "mão invisível" da mídia
A mídia é o conjunto de meios e veículos de comunicação que se utilizam de diversas linguagens para mediar informações para as pessoas. A partir do processo de mediação, a informação é decodificada e facilitada para ser repassada ao espectador. Esse processo faz com que o repórter seja sempre como um filtro, como afirma Marcuschi, que absorve e emite ao mesmo tempo, e dá margem para que a neutralidade seja ofuscada.
A priori, a única função da mídia é informar, salvo exceções como colunas em jornais e revistas. Entretanto, a mediação, dotada de recursos estilísticos e linguísticos, como a retórica (busca do convencimento) e os verbos introdutores de opinião (dizem mais que o literal, apenas por serem escolhidos) gera um espaço para uma inserção de caráter opinativo e ideológico e o que é veiculado, torna-se, muitas vezes, uma representação pessoal ou de uma instituição. Essa representação, porém, não se apresenta de forma explicita na maioria dos casos, pois a mídia ainda sustenta o mito da imparcialidade.
O grande problema está na influência que a mídia exerce sobre o comportamento e a vida das pessoas de maneira sutil. Não só quando mostra dados da realidade, mas principalmente quando cria imaginários e estigmas sobre coisas e pessoas. A mídia tem o poder de manipular e controlar o que é exibido e concedido aos espectadores, pois as fontes vão a ela, e o que é veiculado é selecionado para tal. É como se alguém escolhesse o que o público vai ou não saber.
Há então a criação de produtos para serem vendidos pela mídia. Porém, o que, a princípio, parece ter sido escolhido pelo público para ser consumido, é na verdade uma imposição através de um processo extenso realizado pela própria mídia. Essa faz com que as pessoas pensem que querem consumir muitos dos produtos oferecidos, quando na realidade não os querem e os consomem por comodidade e acessibilidade, principalmente se oferecidos pela mídia televisiva.
Não se pode, entretanto, encarar essa manipulação como algo extremamente negativo, visto que a mídia é feita por pessoas e não há como privá-las por completo de sua subjetividade, no momento em que preparam algo para ser exibido. A mídia tem o poder de criar personagens, memórias que acompanham momentos da vida, performances que, muitas vezes, transcendem os veículos, mas, tem, principalmente, o poder da palavra, que é ativa e carrega em si idéias e opiniões, podendo mudar mentes e conceitos positivamente.
A priori, a única função da mídia é informar, salvo exceções como colunas em jornais e revistas. Entretanto, a mediação, dotada de recursos estilísticos e linguísticos, como a retórica (busca do convencimento) e os verbos introdutores de opinião (dizem mais que o literal, apenas por serem escolhidos) gera um espaço para uma inserção de caráter opinativo e ideológico e o que é veiculado, torna-se, muitas vezes, uma representação pessoal ou de uma instituição. Essa representação, porém, não se apresenta de forma explicita na maioria dos casos, pois a mídia ainda sustenta o mito da imparcialidade.
O grande problema está na influência que a mídia exerce sobre o comportamento e a vida das pessoas de maneira sutil. Não só quando mostra dados da realidade, mas principalmente quando cria imaginários e estigmas sobre coisas e pessoas. A mídia tem o poder de manipular e controlar o que é exibido e concedido aos espectadores, pois as fontes vão a ela, e o que é veiculado é selecionado para tal. É como se alguém escolhesse o que o público vai ou não saber.
Há então a criação de produtos para serem vendidos pela mídia. Porém, o que, a princípio, parece ter sido escolhido pelo público para ser consumido, é na verdade uma imposição através de um processo extenso realizado pela própria mídia. Essa faz com que as pessoas pensem que querem consumir muitos dos produtos oferecidos, quando na realidade não os querem e os consomem por comodidade e acessibilidade, principalmente se oferecidos pela mídia televisiva.
Não se pode, entretanto, encarar essa manipulação como algo extremamente negativo, visto que a mídia é feita por pessoas e não há como privá-las por completo de sua subjetividade, no momento em que preparam algo para ser exibido. A mídia tem o poder de criar personagens, memórias que acompanham momentos da vida, performances que, muitas vezes, transcendem os veículos, mas, tem, principalmente, o poder da palavra, que é ativa e carrega em si idéias e opiniões, podendo mudar mentes e conceitos positivamente.
Resumo: Verbos Introdutores de Opinião
MARCUSCHI, Luiz Antônio. A ação dos verbos introdutores de opinião In: Fenômenos da linguagem: reflexões semânticas e discursivas. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007; p. 146-168.
Os verbos introdutores de opinião são utilizados para transcrição de opiniões de terceiros, e, a partir do momento em que os verbos são escolhidos por quem reporta, já há uma manipulação do que é reportado. Está aí, segundo Marcuschi, o problema de seus usos, principalmente no jornalismo, pois é muito difícil informar sem manipular. O redator relata ao leitor as opiniões de alguém, e é, portanto, um filtro que recebe e emite. Existem, segundo o autor, quatro formas de relatar opiniões: com verbos que antecipam seu caráter; com a nominalização dos verbos; com construções adverbiais introduzindo o discurso literalmente ou por paráfrase (recurso mais comum); e mediante o uso de dois pontos. Dessa maneira, ao se escolherem os verbos e o que vai ser reportado, a informação ganha uma interpretação e torna-se praticamente impossível neutralidade. O autor defende ainda que a ação desses verbos hierarquiza os autores das opiniões relatadas, e, quando um texto é montado a partir de posições conflituosas é que tais verbos ganham um papel especial. Isso se torna perceptível nos discursos do poder, nos quais há uma valorização diferenciada das opiniões: a escolha verbal deixa o dito por conta dos autores, se oposição e dá caráter factual, se situação. O “coringa” é então o verbo dizer, recorrente em discursos populares.
Os verbos introdutores de opinião são utilizados para transcrição de opiniões de terceiros, e, a partir do momento em que os verbos são escolhidos por quem reporta, já há uma manipulação do que é reportado. Está aí, segundo Marcuschi, o problema de seus usos, principalmente no jornalismo, pois é muito difícil informar sem manipular. O redator relata ao leitor as opiniões de alguém, e é, portanto, um filtro que recebe e emite. Existem, segundo o autor, quatro formas de relatar opiniões: com verbos que antecipam seu caráter; com a nominalização dos verbos; com construções adverbiais introduzindo o discurso literalmente ou por paráfrase (recurso mais comum); e mediante o uso de dois pontos. Dessa maneira, ao se escolherem os verbos e o que vai ser reportado, a informação ganha uma interpretação e torna-se praticamente impossível neutralidade. O autor defende ainda que a ação desses verbos hierarquiza os autores das opiniões relatadas, e, quando um texto é montado a partir de posições conflituosas é que tais verbos ganham um papel especial. Isso se torna perceptível nos discursos do poder, nos quais há uma valorização diferenciada das opiniões: a escolha verbal deixa o dito por conta dos autores, se oposição e dá caráter factual, se situação. O “coringa” é então o verbo dizer, recorrente em discursos populares.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Resumo 05/05 - Conceito de Ethos
Existem algumas características que conferem autoridade a um discurso, são elas o logos (o que se diz), o pathos (a emoção com que se diz) e o ethos (como se diz). O ethos abrange desde as roupas com que o sujeito se apresenta, até o tom em que fala, unidos aos movimentos corporais. Tudo para expressar ou não credibilidade e mostrar as marcas da personalidade do falante. Construir uma boa imagem é, portanto, usar o ethos a seu favor.
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